<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981</id><updated>2009-03-01T06:40:12.170-03:00</updated><title type='text'>A rotina tem seus encantos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>100</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-7140054622793164776</id><published>2008-01-17T23:17:00.000-02:00</published><updated>2008-01-17T23:19:51.145-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Holly Sonnets, X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Death, be not proud, though some have called thee &lt;br /&gt;Mighty and dreadful, for thou art not so ; &lt;br /&gt;For those, whom thou think'st thou dost overthrow, &lt;br /&gt;Die not, poor Death, nor yet canst thou kill me. &lt;br /&gt;From rest and sleep, which but thy picture[s] be, &lt;br /&gt;Much pleasure, then from thee much more must flow, &lt;br /&gt;And soonest our best men with thee do go, &lt;br /&gt;Rest of their bones, and soul's delivery. &lt;br /&gt;Thou'rt slave to Fate, chance, kings, and desperate men, &lt;br /&gt;And dost with poison, war, and sickness dwell, &lt;br /&gt;And poppy, or charms can make us sleep as well, &lt;br /&gt;And better than thy stroke ;  why swell'st thou then ? &lt;br /&gt;One short sleep past, we wake eternally, &lt;br /&gt;And Death shall be no more ;  Death, thou shalt die.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Donne.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-7140054622793164776?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/7140054622793164776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=7140054622793164776&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7140054622793164776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7140054622793164776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2008/01/holly-sonnets-x.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-7599788942506817487</id><published>2007-12-22T18:38:00.000-02:00</published><updated>2007-12-29T15:21:58.322-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Porque “Tropa de Elite” é um bom filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado um pouco o furor que precedeu e cercou a exibição de “Tropa de Elite”, acredito que ainda se faz necessário um esforço de esclarecimento a respeito do assunto do filme; sobretudo levando-se em consideração o fato de que, por tudo o que li e ouvi até agora, seu conteúdo foi largamente mal avaliado. O equívoco na interpretação do argumento deve-se em grande parte às próprias características de seu meio, uma obra de ficção. A escolha de se apresentar um argumento medianamente complexo ao modo de um filme tem uma vantagem e uma desvantagem. A vantagem reside no alcance e penetração que este tipo de discurso possui, mas o seu reverso é a falta de clareza conceitual, característica intrínseca à ficcionalidade. Seja como for, “Tropa de Elite” produz uma intervenção contundente no debate público a respeito da segurança pública, e seus termos devem ser corretamente aprendidos, ainda que seja para se lhes opor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, não se trata de um elogio ao Bope, nem me parece ser a intenção dos autores heroicizar o seu narrador, o Capitão Nascimento. Se o argumento foi entendido dessa maneira, isso se deve a uma falha ou de virtude intelectual ou moral do público, sugerindo a desoladora constatação de que a situação descrita pelo filme tende a se perpetuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, de que trata então o filme? O enredo vai se cosendo como uma narrativa clássica de “romance de formação”, em que o personagem, interagindo em contextos diversos, vai aos poucos superando suas contradições até realizar seu “destino”. Terrível destino, devo dizer; porque a formação em questão é a de um “monstro”. Refiro-me ao aspirante a oficial da polícia e também aluno do curso de Direito na Universidade Católica do Rio, André Matias, interpretado por André Ramiro. André, pobre e negro, vê-se às voltas com a difícil tarefa de conciliar sua inserção numa universidade freqüentada por membros da elite – cujo ethos vai de encontro alguns de seus valores, sobretudo no que diz respeito ao consumo de drogas e às opiniões prevalecentes a respeito da instituição policial – e sua própria carreira como aspirante a oficial da mesma. Ao mesmo tempo, André tem suas aspirações virtuosas confrontadas com as seculares práticas de corrupção que cercam sua vivência como policial. É justamente em função deste último embate que se produz o evento que dá início ao filme, e coloca André diante de seu Mefistófeles, o complexo Capitão Nascimento, comandante de uma unidade de elite da polícia carioca, originalmente criada para atuar em situações excepcionais. Ao mesmo tempo narrador do filme, Nascimento não é simplesmente um “agente do mal” - ainda que seja ele o responsável direto pelo desvio do herói (André) -, mas um experiente policial, dilacerado entre as pressões privadas, familiares, e seu dever como policial. Sempre à beira de uma crise nervosa, Nascimento, obrigado a trabalhar numa situação limite, acaba aderindo a práticas de violência e tortura que transbordam das suas prerrogativas. Paradoxalmente, Nascimento é absolutamente lúcido a respeito de seu contexto, é absolutamente cônscio dos limites da ação individual dentro de um arranjo socioinstitucional distorcido, incapaz de prover os incentivos necessários ao cumprimento da tarefa da segurança pública de maneira virtuosa, ou mesmo eficaz. Nascimento encarna então a figura dramática do “cético-realista”, aquele que sabedor dos limites, conhecedor da situação, age para atingir um resultado, a contrapelo de sua consciência, sacrificando-a. É esta a lição que dele receberá André, seu discípulo e substituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afasto-me da trama e passo ao que realmente importa neste filme, o argumento sociológico que subjaz à mesma. É disto que se trata: uma intervenção sociologicamente bem informada num debate político. Convém lembrar que o filme é uma adaptação de um livro escrito por um sociólogo e dois membros do Bope. O drama das personagens e a narrativa do Capitão Nascimento desvelam um panorama da situação da segurança pública da cidade do Rio de Janeiro, com extrapolações possíveis àquela de todo o país. O próprio Nascimento e a sua atuação no Bope evidenciam o sintoma mais terrível do estado de calamidade que decorre da corrupção das instituições responsáveis pela segurança do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento é o seguinte: a falência da instituição policial, que envolve uma combinação de policiais mal pagos e mal preparados, muitos dos quais envolvidos em ações criminosas, desde pequenas contravenções, como a venda das peças de suas viaturas e cobrança de propinas, até gravíssimas, como a venda de armamento para traficantes e participação na venda de drogas, em conjunto com muitas outras causas (das quais não trata o filme), produz uma situação em que uma unidade especial, originalmente destinada para atuar apenas em casos extraordinários (“operações especiais”, informa a sigla), treinada para guerra, para matar, torna-se o único recurso de que dispõe o Estado para lidar com o problema da segurança. O resultado é, obviamente, terrível. É como usar canhões para combater nuvens de gafanhotos, mata-se alguns, mas se destrói tudo em volta. A metáfora é ainda insuficiente, dado que o problema em questão envolve pessoas, e não insetos. De qualquer modo, acho que ajuda a esclarecer o ponto. A própria arma, quando usada inapropriadamente, como é o caso da atuação do Bope fora de seu contexto, acaba por corromper-se. Policiais não devem matar pessoas, podem fazê-lo, mas apenas em casos extremos; e policiais não devem torturar pessoas, jamais. Ponha-se uma unidade de guerra atuando repetida e cotidianamente em situações para as quais não foi feita, e temos distorções, tais como a conduta do Capitão Nascimento. Um personagem que, em si não destituído de virtudes, tais como coragem, lucidez e honestidade, tem seu caráter corrompido, porque, obrigado a situações limites, acaba fazendo escolhas erradas. Reside aí a complexidade deste personagem, testemunha da fragilidade humana. Nascimento demonstra o fato de que qualquer aspiração a agir corretamente é facilmente aniquilada dentro de contextos que oneram o correto e premiam o errado. O Capitão Nascimento faz a sua escolha pragmática; atuando no meio deste sistema profundamente corrompido, não o renega, e ainda que sabedor das conseqüências de suas ações aí, cumpre seu dever. Em determinado momento do filme ele avisa a seus superiores que garantir a segurança da visita do Papa a determinado local exigirá incursões diárias a zonas urbanas deflagradas densamente habitadas e, portanto, “vai dar merda, vai morrer gente”; mas ele vai, faz o que lhe mandam, com os meios e resultados que ele e nós conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto do filme é justamente a denúncia desta situação. Através da exposição da brutal irracionalidade da política de confronto direto, única alternativa que a atual situação da segurança pública permite, busca nos sensibilizar para a necessidade imperativa de modificá-la. Este terrível sistema descrito pelo filme - e cuja pregnância empírica é inegável - na melhor das hipóteses produzirá mais e mais confronto direto, mais e mais capitães Nascimento. Não se oferecem soluções específicas a esta situação, porque o objetivo é denunciá-la – afinal, trata-se de uma obra de ficção - de uma maneira bem informada e contundente, mas obviamente sugere-se sua modificação. Esta modificação exige sabedoria e prudência políticas, capazes de articular medidas que envolvam, entre muitas outras, uma reforma da corporação policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo agora à questão da recepção do filme. Como uma análise sistemática da mesma não seria possível, limitar-me-ei, aqui, a contra-arrestar dois argumentos que tem sido recorrentes entre a crítica. O primeiro se refere a uma acusação de fascismo feita ao filme e seu autor. Sem levar em consideração o uso um tanto ingênuo de um conceito complexo como “fascismo”, parto da suposição de que tal acusação se baseia numa incompreensão do argumento, incorrendo, portanto, no mesmo erro daqueles que elogiam o filme pelas mesmas razões (o que me parece ainda mais grave). O erro aqui  consiste em ler o filme como um elogio à política de confronto e às práticas violentas do Bope. Mas trata-se justamente do contrário! Mais uma vez: o filme denuncia a irracionalidade de um sistema corrupto que torna a política de confronto direto, e a violência descontrolada que dela decorre, o único recurso. Através da exposição das suas conseqüências brutais, o filme ataca o contexto, sugerindo sua modificação. Aqueles que acusam o filme de fascismo foram, portanto, incapazes de aprender corretamente o seu argumento, e o criticam pelo motivo errado. Agora, a respeito daqueles que, incorrendo no mesmo erro, ou seja, que leram o filme como um elogio à violência estúpida, e, ainda assim, aprovaram o filme, não há o que dizer. Não há o que dizer porque estas pessoas se situam fora do limites persuasivos dentro quais a argumentação lógica, minha e do filme, pode ser eficaz, na medida em que não compartilham dos valores que a norteiam. A respeito de tais pessoas pode-se apenas dizer uma coisa: vivem a situação que merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tipo de crítica recorrente ao filme o acusa de apontar o consumo de drogas pela elite e pela classe média como o responsável pela violência. Sem considerar o tratamento um tanto caricato – ainda que não inverossímil -  que se dá às personagens ligadas ao “núcleo PUC”, devo reiterar que o ponto central do argumento é a situação calamitosa da segurança pública, esta sim a grande vilã. No entanto, é verdade também que, sem culpabilizar diretamente a elite e a classe média pela violência, o filme incita as mesmas a uma reflexão sobre suas práticas. O que é muito diferente. O argumento central não exclui, por exemplo, a possibilidade de que a legalização das drogas entre no mix possível de políticas públicas necessárias para a modificação da situação. No entanto, diante da atual situação, ele nos força a pensar seriamente no que fazemos. Dentro do quadro atual, quer nos decidamos ou não pelo uso de drogas ilícitas, é impossível sermos ingênuos a respeito desse uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estímulo à reflexão sobre um determinado contexto e sobre as conseqüências de nossas práticas dentro deste contexto, nisso reside o valor de “Tropa de Elite”. Seu propósito é profundamente político e moral, sugerindo uma transformação radical da situação atual da segurança pública. Ainda que seja uma obra de ficção, sua temática e proximidade de uma certa realidade cotidiana absolutamente terrível não nos deixa espaço nenhum para o distanciamento, e, portanto, não permite o “prazer desinteressado”, característico da experiência estética. Todos os elementos “estéticos” convergem no filme, como forças retóricas, para o reforço do argumento - o que torna a trama e as personagens, às vezes, um tanto esquemáticas. Mas a bem feita construção de um “sistema” e a exposição de suas conseqüências mais terríveis, reforçada pela contundência bruta das cenas de violência explícita, tornam este filme importante. Por isso mesmo, optei neste texto por não analisá-lo esteticamente, mas sim discuti-lo como uma intervenção no debate público, explorando a qualidade e relevância de seu argumento. Apenas neste sentido, posso dizer que “Tropa de Elite” é um bom filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Duarte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-7599788942506817487?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/7599788942506817487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=7599788942506817487&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7599788942506817487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7599788942506817487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/12/porque-tropa-de-elite-um-bom-filme.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-2865669155948964448</id><published>2007-12-18T15:26:00.000-02:00</published><updated>2007-12-18T15:27:51.306-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“...a vida, Senhor Visconde, é um pisca - pisca.&lt;br /&gt;A gente nasce, isto é, começa a piscar.&lt;br /&gt;Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu.&lt;br /&gt;Piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso.&lt;br /&gt;É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais.&lt;br /&gt;A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso.&lt;br /&gt;Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia.&lt;br /&gt;pisca e mama;&lt;br /&gt;pisca e anda;&lt;br /&gt;pisca e brinca;&lt;br /&gt;pisca e estuda;&lt;br /&gt;pisca e ama;&lt;br /&gt;pisca e cria filhos;&lt;br /&gt;pisca e geme os reumatismos;&lt;br /&gt;por fim, pisca pela última vez e morre.&lt;br /&gt;- E depois que morre - perguntou o Visconde.&lt;br /&gt;- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monteiro Lobato, “Memórias de Emília”, 1936.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-2865669155948964448?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/2865669155948964448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=2865669155948964448&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/2865669155948964448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/2865669155948964448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/12/blog-post.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-6260792299078809141</id><published>2007-12-13T16:53:00.000-02:00</published><updated>2007-12-13T16:55:16.392-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>The Artist&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;One evening there came into his soul the desire to fashion an image of The Pleasure that abideth for a Moment. And he went forth into the world to look for bronze. For he could only think in bronze.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;But all the bronze of the whole world had disapeared, nor anywhere in the whole world was there any bronze to be found, save only the bronze of the image of The sorrow that endureth for Ever.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Now this image he had himself, and with his own hands fashioned, and had set it on the tomb of the one thing he had loved in life. On the tomb of the dead thing he had most loved he had set this image of his own fashioning, that it might serve as a sign of the love of man that dieth not, and a symbol of the sorrow of man that endureth for ever. And in the whole world there was no other bronze save the bronze of this image. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;And he took the image he had fashioned, and set it in a great furnace, and gave it to the fire.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;And out of the bronze of the image of The sorrow that endureth for Ever he fashioned an image of The Pleasure that abideth for a Moment.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Oscar Wilde, Poems in Prose, 1894&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-6260792299078809141?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/6260792299078809141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=6260792299078809141&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/6260792299078809141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/6260792299078809141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/12/artist-one-evening-there-came-into-his.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-7216149030131147226</id><published>2007-11-30T10:24:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T10:27:55.966-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Otelo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querer o que não se pode dar.&lt;br /&gt;querer tudo, demais, para sempre.&lt;br /&gt;depois nunca mais querer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;querer nunca como se melhor não ouvir a voz.&lt;br /&gt;rejeitar o que nos espelha à superfície&lt;br /&gt;dos olhos nas estátuas decapitadas.&lt;br /&gt;almejar pureza, forçar pureza como virtude.&lt;br /&gt;mas que vagos poros pontuam os corpos sonâmbulos?&lt;br /&gt;que hora exata de sede é essa: de se olhar no espelho&lt;br /&gt;ao fim de uma noite de prevaricações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e logo depois a náusea de ter sede alguma.&lt;br /&gt;ter o que não é possível denominar.&lt;br /&gt;apropriar-se em sangue das ofensas emudecidas.&lt;br /&gt;a compaixão por aceitar a própria indiferença.&lt;br /&gt;o enterro da semente não plantada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Marona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-7216149030131147226?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/7216149030131147226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=7216149030131147226&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7216149030131147226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7216149030131147226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/11/otelo-querer-o-que-no-se-pode-dar.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-4079002241795046917</id><published>2007-11-04T16:41:00.000-02:00</published><updated>2007-11-04T16:43:45.709-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meu cadáver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balanço ao ritmo do mar, minha pele embaixo d´água está esbranquiçada. Meus pelos serpenteiam quase imperceptivelmente e meu cabelo preto, longo e denso se espalha. Meus olhos estão esbugalhados e injetados de sangue. Aos poucos sou levado pela maré em direção à praia de Guaratiba, onde um vento forte levanta areia e derruba cadeiras de plástico em volta de uma mesa. Começa uma chuva fina e eu chego à arrebentação. Levo um caldo, reapareço de cabeça para cima e sou expulso por uma última onda. Meus membros estão roxos e minha boca aberta. Em volta de mim,  tatuís correm sofregamente até cavarem seus buracos e desaparecerem. A chuva pára e as nuvens pretas se esticam, dando lugar a um extenso lençol algodoado.&lt;br /&gt; Durante dois dias chuvosos, sou marinado e queimado pelo mormaço.  A praia está deserta, é julho de dois mil e sete e a cidade está muito fria. É o pior inverno nos últimos doze anos. Um grupo de pessoas pobres se aproxima e me avista, eu estou com a boca escancarada com dentes cariados e os olhos comidos pelas beiradas. Elas me examinam com uma curiosidade de latino-americano diante de um acidente de trânsito.  Uma mulher feia, baixinha e gorda se persigna enquanto os outros se contentam em manter uma pequena distância em sinal de respeito. O efeito mais terrível do meu naufrágio fica aparente nas comissuras dos meus olhos: há sal acumulado em toda a beira, e, nas extremidades, o sal forma com a areia e minha secreção ressecada uma pasta opaca que escorreu até minhas bochechas barbadas. &lt;br /&gt; Os três homens e a mulher se perguntam o que devem fazer. O mais fácil seria ignorar que me viram já que ninguém os sabia ali. A mulher sugere que me cortem o cabelo para vender, ela acha que minhas madeixas, que chegavam à cintura, poderiam render ao menos 300 reais. Todos concordaram. Tinham uma tesoura entre seus pertences recuperados no quiosque da praia e a mulher começou a cortar, enquanto os homens faziam a vigilância. Cortava tão rente que feriu meu couro cabeludo. Três pequenos filetes de sangue escorriam por minha careca depois de completo o serviço da assaltante. Partem rápido, com meu cabelo num saco do Prezunic. &lt;br /&gt;    Não fosse o frio e eu já estaria com um cheiro muito mais forte. Meu sangue estancado nas veias me deixa inchado e branco, mas não pareço morto. Não estou perplexo, não estou apavorado, tampouco estou sereno. Meu corpo parece ansiar por uma sutileza. Acho-me bonito careca, quando vivo sempre tive curiosidade de me ver com a cabeça raspada, mas nunca tive coragem de passar a máquina, agora estou muito bonito, como uma figura de Schiele, mas ainda não tão magro e um pouco menos intenso. Minhas pernas estão separadas e estendidas, meu braço esquerdo está sobre minha barriga e o direito ao longo do corpo. Minha cabeça cai um pouco abaixo do nível do tronco por causa de um desnível na areia, deixando meu pescoço ao ar. &lt;br /&gt; Na tarde do meu terceiro dia, aparecem homens com uma maca. Um preto gordo e alto me pega pelos braços e um cearense pelas pernas. Eles estão entediados e se entreolham com um desdém de parceiros na mediocridade. Levado, minha cabeça pende para a esquerda e meus olhos esgazeados apontam para as ondas espumantes, em seguida os trabalhadores manobram e o que tenho frente a meus olhos então é uma encosta verdejante. Mais alguns passos e entro na Kombi, a porta bate num estrépito. O negão arranca, o cearense arrota, e sigo rumo ao IML.&lt;br /&gt; O carro dá muitos solavancos e eu fui muito mal acomodado pelos dois, dou pulos na minha maca, minhas pernas e meus braços pululam a esmo. Passamos por um quebra-molas e o motorista não freia. Eu sou jogado para fora da minha maca, caio de bruços, quebrando um dente e esmagando meu nariz. Depois do susto, o nordestino externa um tsc de desprezo respondido por um não fode. Já estamos na Avenida das Américas.&lt;br /&gt;  Parece ser Domingo, o trânsito flui muito bem. Nosso carro é fechado de repente por um fusca. Minha porta é aberta por um homem com um fuzil que me levanta sem olhar para o meu rosto e me leva até o fusca. O negão e o cearense estão rendidos por dois outro homens armados com sub-metralhadoras Uzi .33. Eu sou jogado no banco de trás do carro minúsculo, os dois outros seqüestradores voltam correndo e se acomodam nos bancos da frente. Arrancamos violentamente, cantando pneu. Eles estão muito excitados, dizem que vão me esquartejar seu filho de uma puta. O plano é colocar pedaços de mim em quatro cantos de uma favela controlada pela A.D.A, eles estão na dúvida entre a vila cruzeiro e a favela dos macacos.&lt;br /&gt;     Me levam pra Rocinha. No sopé do morro, me levam a um beco e sou colocado num saco preto. Em seguida, Catinga me pega pelos braços, Bidu pela perna direita e Solucinho pela perna esquerda. Eles me levam até um barraco no alto do morro, e me colocam no chão. Passam o dia se comunicando com comparsas pelos telefones celulares. O plano é pra que tudo aconteça sem um tiro sequer, minhas partes vão ser colocadas discretamente em quatro pontos da favela vila cruzeiro, decidiram. Em horário de muita movimentação, Bidu, Solucinho, Catinga e talvez Guarani, não esse guarani fala pra caralho, catinga, bora chamar o Túlio. Tá. vão se misturar ao povo da favela. Minhas pernas vão ser colocadas nas duas pontas da base do morro, meu tronco vai pro alto e minha cabeça vai ser jogada em direção ao centro da favela, onde fica o entroncamento das duas ruas principais da comunidade. &lt;br /&gt; Bidu está na cozinha da casa comendo um sanduíche de presunto com maionese, tem na sua mão grossa um canivete que faz rodopiar com um gesto ágil. Ele está sentado num banquinho pequeno; com o pé direito descalço prende a parte de trás do chinelo do pé esquerdo no ar para fazê-lo estalar, soltando-o na casca grossa da sola imunda. Lança olhares agitados em direção à porta da cozinha e em seguida volta o olhar para dentro, assumindo uma pose inquietante, transmitindo a certeza de que pode voltar à superfície com uma determinação inexorável. Cola algumas migalhas de pão francês ao seu dedo indicador e as leva à boca, em seguida joga seu prato na pia, sai da cozinha, e, com uma resolução firme e inquestionável na voz, convoca Catinga e Solucinho, que estão ensinando dois garotos a soltar pipa, para uma reunião. &lt;br /&gt; Solucinho se senta ao meu lado, evitando tocar no plástico preto que me embrulha, por  algum prurido nobre. Catinga fica em pé, recostado à parede do lado de fora da cozinha, rachada por uma infiltração. No meio da sala, Bidu dá as ordens: então Túlio leva uma perna embrulhada em jornal e deixa na entrada de um açougue que tem no começo da ladeira do canto direito. Amanhã eu falo pra ele. A outra perna Catinga vai deixar na casa de uma coroa no começo da ladeira, na outra ponta. A janela fica aberta de manhã então é só chegar sem ninguém ver que tá tranqüilo. –Porra, num açougue, que parada óbvia Bidu!, diz Catinga. È porque ali que é o ponto extremo, não fode. A parte complicada vem agora. É o seguinte: Eu vou ter que chegar no alto do morro, por trás da favela, pra deixar rolar o tronco com os braços do homem borracha até o campinho, que é onde tem o movimento dos alemão. Nessa hora eu sei que lá vai tá vazio, mas eu vou ter que ir pelo mato e sair voado depois.  Solucinho vai tá com a cabeça. Tu vai fazer o seguinte, sabe o prédio que tem ali do lado?, pra jogar a cabeça no meio lá, tu vai ter que subir no último andar, já falei com o porteiro, ele é nosso. Tu vai chegar e vai dizer que é da Rocinha, só isso entendeu?, mais nada. Ele vai te dar a chave do telhado, tu vai subir com o embrulho e vai jogar. Tu mira bem, tu é forte, vê se não faz merda. Depois você vai pro carro que vai tá na frente da caixa econômica federal, já com Túlio e Catinga. Cês vêm me pegar lá atrás do morro, na rua Jequitinhonha. &lt;br /&gt;  Depois do comunicado fez-se um silêncio tranqüilo na casa. Uma sólida cumplicidade emanava dos gestos e olhares. Bidu se levantava do seu banquinho, afastava da porta da geladeira Catinga que, absorto na contemplação de sua submetralhadora, dava dois passos para o lado automaticamente. Solucinho cortava um papel celofane, pra fazer uma pipa pro meu sobrinho, disse. Primeiro saiu Bidu, sem se despedir e sem ser notado, depois foi Catinga com sua arma nas costas. Solucinho ficou até enrolar o papel celofane a dois pedaços de madeira com barbante, e saiu admirando sua obra. Rojões explodindo interrompiam vez por outra o silêncio da noite calma. Risos ao longe ressoavam docemente, chegavam à sala de meu cadáver junto a uma brisa úmida e fria fazendo esvoaçar meu plástico preto.&lt;br /&gt; Por baixo da mortalha, meu rosto perdeu um pouco de sua vontade de delicadeza. Meus olhos, agora baços, parecem os de um velho deprimido depois do banho. Minha pele esmaecida dialoga com as paredes encardidas em sopros mornos. &lt;br /&gt; As primeiras luzes do dia vêm com Bidu e um homem munido de uma moto-serra. Bidu arranca o plástico preto que me envolve, me examina diligentemente e externa, enfim, um grito rouco e visceral essa porra né homem borracha não caralho puta que pariu. Puta que pariu. Chama o filha da puta do catinga aqui. Agora porra! Bidu tremia vermelho, se eu fosse importante ele estaria em maus lençóis, playboy atrai polícia porra, catinga falou que tinha certeza que aquela porra daquela van tava com homem borracha que tinha sido jogado pra fora da cidade de deus, depois que mataram ele lá comendo a filha de Dedé. Porra de Catinga nem olhou pra cara dessa porra.&lt;br /&gt; Catinga chega com cara de sono e intimidado. Jura que tinha certeza que era ele, pede perdão. Ouve contrito o esporro de seu chefe, coçando o escroto vez por outra. Agora o que tu vai fazer é deixar essa porra bem longe daqui não quero corpo de playboy no meu morro, a gente não sabe nem que porra é essa, pode ter sido filho de alguma porra que se encheu de pó e morreu em rave pode ser qualquer porra. Pega o fusca de madrugada e desova essa porra em qualquer lugar da cidade, bem longe daqui, ouviu? Puta que te pariu catinga tu é foda. Bidu, foi Jessé que me falou pelo celular que tinha acabado de sair uma van do iml lá da cidade de Deus com homem borracha, porra, é muita coincidência, naquele dia com as ruas vazias ter tido duas no mesmo trecho. Foi mal, mas também eles são parecidos pra caralho vendo rápido daquele jeito no meio da rua. Porra, mesma altura, até a cara é um pouco parecida. Foi mal, Bidu, mas foi um azar do caralho.&lt;br /&gt; Na madrugada seguinte, catinga me enrolou em outro plástico preto, me carregou com Solucinho até o fusca e partiu pela cidade, sozinho. Conseguiu, às três da manhã, me deixar na praça general Osório, tendo sido visto apenas por um casal de meninos de rua de doze anos que se chupavam sob uma amendoeira e que continuaram se chupando.&lt;br /&gt; Fiquei descoberto em um canteiro eivado de bitucas de cigarro e grãos de milho jogados aos pombos por velhinhas. Meu pênis pendia, como sempre, para o lado esquerdo como podiam ver as mocinhas indo à praia em seus biquininhos módicos. Meus olhos já eram os de um vermelho pescado três dias antes e meu cheiro já competia com o dos mendigos inchados que habitam a praça. Rebolando jovialmente uma cocker spaniel fêmea não se intimidou e me beijou de língua, ao que correspondi prontamente.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alvaro Fagundes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-4079002241795046917?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/4079002241795046917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=4079002241795046917&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/4079002241795046917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/4079002241795046917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/11/meu-cadver-balano-ao-ritmo-do-mar-minha.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-6416372544533322279</id><published>2007-10-28T15:23:00.000-02:00</published><updated>2007-10-28T15:24:31.829-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>paixão das ruas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela emerge do peito da noite vestida apenas&lt;br /&gt;(amor dos becos e das almas clandestinas) &lt;br /&gt;com sonhos biliares e mil cílios venenosos,&lt;br /&gt;(vertigem de espuma no vento enegrecido)&lt;br /&gt;e ela foge por dentro do oco das entranhas&lt;br /&gt;do amor que permanece, não estando vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela que me dispersa com seus olhos de cera,&lt;br /&gt;no fio entre os fatos e suas ilhas flutuantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à meia-noite, me compõe versos satânicos,&lt;br /&gt;ao amanhecer, sou todo ossos caramelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela que é tudo que passa dentro das valises,&lt;br /&gt;por baixo das marquises do núcleo em transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cordilheira espiã das madrugadas agonizantes, &lt;br /&gt;por que você, que é também minha assassina,&lt;br /&gt;(amante só quando me denigre em público),&lt;br /&gt;não se digna ao menos a me dar uma surra,&lt;br /&gt;já que não posso alimentar essa leveza fria&lt;br /&gt;da sensação que causa o toque do teu instante?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-6416372544533322279?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/6416372544533322279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=6416372544533322279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/6416372544533322279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/6416372544533322279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/10/paixo-das-ruas-ela-emerge-do-peito-da.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-3353657911521364974</id><published>2007-10-25T11:12:00.000-02:00</published><updated>2007-10-25T11:13:28.314-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Existe felicidade no mundo, Alec, mesmo que ela voe como um sonho. Mas no seu caso, ela passou longe. Como um estrela, fora da alcançe da toupeira. Não a “satisfação pela aprovação”, não louvor e avanço e conquista e poder, não submissão nem capitulação, mas o júbilo da fusão. Fundir o eu no próximo. Como uma ostra recebe um corpo estranho e é ferida por ele e o transforma em pérola, enquanto a água morna ao redor envolve tudo. Você jamais provou esta fusão, nem uma vez em sua vida. Quando o corpo é um instrumento musical nas mãos da alma. Quando o Outro e eu coabitamos e nos tornamos um único coral. E quando o gotejar da estalactite lentamente faz crescer a estalagmite até que ambas se tornem uma.&lt;br /&gt;Pense, por exemplo, que são precisamente sete e dez de uma noite de verão em Jerusalém. As cadeias de colinas tocadas pelos raios do crepúsculo. A última luz começa a dissolver as linhas de pedra das ruas como se as despisse de sua petrificação. O som de uma flauta árabe sobe do uádi num gemido prolongado, além da alegria e da tristeza, como se a alma das montanhas tivesse saído para adormecer os corpos antes de partir para a jornada noturna. Ou duas horas mais tarde, quando surgem estrelas no céu do deserto de Judá e a silhueta do minarete ergue-se ereta entre as sombras dos casebres. Quando os seus dedos tocam o tecido do estofado áspero, e diante de uma janela uma oliveira de prata recebe uma dádiva de luz do abajur da mesa do quarto, e por um momento cessa o limite entre a ponta do dedo, e a coisa tocada e aquele que toca é o tocado e também o toque. O pão em sua mão, a colher de chá, o copo de chá, as coisas simples, mudas, são subitamente cobertas por uma tênue radiação primordial. Iluminadas de dentro de sua alma, e iluminadas de volta. A alegria do ser e sua simplicidade descem e cobrem tudo com o mistério das coisas que existiam antes da criação do conhecimento”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Amós Oz, “A Caixa Preta”. Tradução Nancy Rozenchan. Cia. das Letras, 2007. p. 126-127).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-3353657911521364974?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/3353657911521364974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=3353657911521364974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/3353657911521364974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/3353657911521364974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/10/existe-felicidade-no-mundo-alec-mesmo.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-7512282130291759259</id><published>2007-09-14T15:43:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T15:44:00.883-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O destino de nosso tempo, que se caracteriza pela racionalização, pela intelectualização e, sobretudo, pelo “desencantamento do mundo” levou os homens a banirem da vida pública os valores supremos e mais sublimes. Tais valores encontraram refúgio na transcendência da vida mística ou na fraternidade das relações diretas e recíprocas entre indivíduos isolados. Nada há de fortuito no fato de que a arte mais eminente de nosso tempo é íntima e não monumental, nem no fato de que, hoje em dia, só nos pequenos círculos comunitários, no contato de homem a homem, em pianíssimo, se encontra algo que poderia corresponder ao pneuma profético que abrasava comunidades antigas e as mantinha solidárias. Enquanto buscamos, a qualquer preço, “inventar” um novo estilo de arte monumental, somos levados a esses lamentáveis horrores que são os monumentos dos últimos anos. E enquanto tentarmos fabricar intelectualmente novas religiões, chegaremos, em nosso íntimo, na ausência de qualquer nova e autêntica profecia, a algo semelhante e que terá, para nossa alma, efeitos ainda mais desastrosos. As profecias que caem das cátedras universitárias não têm outro resultado senão o de dar lugar a seitas de fanáticos e jamais produzem comunidades verdadeiras. A quem não é capaz de suportar virilmente esse destino de nossa época, só cabe dar o conselho seguinte: volta em silêncio, sem dar a teu gesto a publicidade habitual dos renegados, com simplicidade e recolhimento, aos braços abertos e cheios de misericórdia das velhas Igrejas. Elas não tornarão penoso o retorno. De uma ou de outra maneira, quem retorna será inevitavelmente compelido a fazer o “sacrifício do intelecto”. E não serei eu quem o condene, se tiver, verdadeiramente, força para fazê-lo. Realmente aquele sacrifício, feito para dar-se incondicionalmente a uma religião, é moralmente superior a arte de fugir a um claro dever de probidade intelectual, que se põe quando não existe a coragem de enfrentar claramente as escolhas últimas, e se manifesta, em seu lugar, inclinação por consentir num relativismo precário. A meu ver, esse dom de si é mais louvável que todas as profecias de universitários incapazes de perceber claramente que, numa sala de aula, nenhuma virtude excede, em valor, a da probidade intelectual. Essa integridade nos compele a dizer que todos – e são numerosos – aqueles que, em nossos dias, vivem a espera de novos profetas e de novos salvadores se encontram na situação que se descreve na bela canção de exílio do guarda edomita, canção que foi incluída entre os oráculos de Isaías:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Pergunta-me de Seir:&lt;br /&gt; Vigia, que é da noite?&lt;br /&gt; Vigia, que é da noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O vigia responde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vem a manhã e depois a noite.&lt;br /&gt; Se quereis, interrogai,&lt;br /&gt; Convertei-vos, voltai!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo a quem essas palavras foram ditas não cessou de fazer a pergunta, de viver à espera há dois mil anos, e nós lhe conhecemos o destino perturbador. Aprendamos a lição! Nada se fez até agora com base apenas no fervor e na espera. È preciso agir de outro modo, entregar-se ao trabalho e responder às exigências de cada dia – tanto no campo da vida comum, como no campo da vocação. Esse trabalho será simples e fácil, se cada qual encontrar e obedecer ao demônio que tece as teias de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Max Weber, “A Ciência como Vocação” [1918]. Tradução de Leônidas Hegenberg e Octany Silveira da Mota. São Paulo: Ed. Cultrix.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-7512282130291759259?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/7512282130291759259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=7512282130291759259&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7512282130291759259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7512282130291759259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/09/o-destino-de-nosso-tempo-que-se.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-392204825074655823</id><published>2007-08-25T14:18:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T14:19:32.588-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“A verdadeira beleza impõe o silêncio”, começou o velho escritor em um tom de voz letárgico. “Nas épocas em que essa fé ainda não fora destruída, a crítica era um campo profissional por si mesma. A crítica empenhava-se em imitar a beleza.” Shunsuke acariciava o ar com suas luvas de casimira. “Ou seja, a crítica, assim como a beleza, tinha por objetivo último impor o silêncio. Mais do que um objetivo, esse é um não-objetivo. O método crítico consistia em instaurar o silêncio sem recorrer à beleza, apenas pela força lógica. A lógica, na condição de método crítico, assim como a beleza, tem o poder absoluto de forçar o silêncio alheio. O efeito desse silêncio, resultado da crítica, deve transmitir a ilusão da existência da beleza. È necessário que se forme um vácuo. Assim, pela primeira vez a crítica tornava-se útil à criação.”&lt;br /&gt;  O velho artista passeou o olhar pelo auditório e descobriu três jovens insolentes bocejando. Pensou que aquelas bocas escancaradas talvez estivessem engolindo melhor suas palavras do que as outras.&lt;br /&gt;“Ao mesmo tempo, a fé de que a beleza seja capaz de impor o silêncio acabou ficando no passado. A beleza não impõe mais o silêncio. Mesmo que a beleza passe através de um banquete, os convidados não interrompem suas conversas. Aqueles que já estiveram em Kyoto devem certamente ter visitado o jardim de pedras do templo Ryoanji*. Aquele jardim não apresenta problemas difíceis: é de uma beleza simples. É um jardim que impõe o silêncio. Entretanto, é curioso que os visitantes modernos não se satisfaçam apenas em permanecer calados. Parecem não poder passar sem dizer uma palavra e franzem as sobrancelhas como querendo criar um haiku**. A beleza acabou se tornando um estímulo à eloqüência. Na presença da beleza, sentimo-nos rapidamente forçados a externar nossas impressões de alguma maneira. Sentimos a necessidade de converter a beleza o quanto antes em valor. Seria perigoso não fazê-lo. Como um exemplo, a beleza tornou-se algo difícil de possuir. A faculdade de possuir a beleza em silêncio, essa capacidade suprema, que exige sacrifício, perdeu-se inteiramente. &lt;br /&gt;  “É nesse momento que a idade da crítica se inicia. A crítica não tem hoje como função a imitação da beleza, mas sua conversão. Age em sentido contrário à criação. Antigamente seguidora da beleza, é hoje agente de sua conversão. Ou seja, á medida que a fé que pretendia que a beleza impusesse o silêncio caminhava em direção a sua decadência, a crítica era obrigada a assumir, no lugar da beleza, uma deplorável soberania usurpada. Se mesmo a beleza não impõe o silêncio, a crítica não se sairá melhor. Assim começou nossa era perniciosa, em que a ensurdecedora eloqüência se multiplica. Por toda parte a beleza faz falar. Por fim, devido a essa eloqüência, a beleza prolifera (que estranha expressão!) artificialmente. Começa a produção em série da beleza. E a crítica começa a despejar injúrias sobre as inumeráveis falsas belezas, cujas origens são fundamentalmente as mesmas dela própria.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O jardim do templo Ryoanji (“Templo do Dragão Pacífico”), em estilo japonês, foi construído no século XV e pertence à escola Myoshinji do budismo Zen. As quinze rochas do jardim foram dispostas de forma que, de qualquer ângulo que sejam observadas, só se possam ver catorze delas. Apenas ao atingir a iluminação. (N.T) espiritual o indivíduo será capaz de ver a última rocha, com o olhar interior. &lt;br /&gt;• Haiku- poema de dezessete sílabas em três versos de cinco, sete e cinco pés métricos, incorporando palavras relacionadas com as estações do ano, resumindo uma impressão ou um conceito.(N.T)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Trecho de “Cores Proibidas”, de Yukio Mishima. 1951&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enviado por Alvaro Fagundes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-392204825074655823?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/392204825074655823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=392204825074655823&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/392204825074655823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/392204825074655823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/08/verdadeira-beleza-impe-o-silncio-comeou.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-5246518426260614507</id><published>2007-07-12T22:07:00.001-03:00</published><updated>2007-08-03T18:16:32.825-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Magali vai ao banco”&lt;br /&gt;Pretende entrar no banco a pobre datilógrafa, como num conto de Graciliano Ramos, num país onde não há mais datilógrafos. Sente-se, portanto, deslocada, anacrônica, uma máquina de bater adornada com lantejoulas na sala de estar – e afinal para que aquele vestido curto, aqueles falsos badulaques, aquele olhar sinuoso? Lantejoulas? Pelo amor de deus... O amor é como um sorvete derretendo ao sol. Atrás, risadas e desaforos contidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora precisa terminar o sorvete antes de entrar – diz o segurança através da porta transparente giratória e blindada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara de Magali, sofria como Neuma. Incomoda a delicadeza pálida, a indiferença do segurança do banco. Incomoda o jeito como ele suspende as calças pela cinta de couro, assim como quem sabe alguma coisa que você não. Um cachorro de madame num colo de madame, lambidas e cafunés, crianças matando gatos, babás fumando cigarros, um cego de braços dados com uma cega, tudo incomoda. Olha para cima: uma bela encosta, pessoas rindo e apostando os dentes no baralho. Um menino ajuda uma senhora a recolher um cacho de bananas que havia caído. O sol reluzindo como um pequeno escravo. “Asco!” – diz Magali cuspindo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente ela, que sendo Magali sofria como Neuma, pensa: “o incomodo está em mim, não é culpa da paisagem, é bonita a paisagem, eu sou feia”. Mas então por que sorrir como os outros? Que música é aquela que vem da casa de pão, do choque entre corpos cansados na saída da estação de trem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ela – mas ela quem afinal? – queria ser como todo mundo, apenas não podia. Pois detestava o modo como o mundo persistia na mesma náusea espiral sem fim. Detestava a percepção de que o mundo, o mundo como se imagina o mundo abstrato, o mundo que não está em nós, caga horrores para os nossos desejos. E que desejos afinal? Casar, ter filhos, um asilo decorado com palmeiras? Talvez. E depois, fazer o que mais? Alimentar. E se alimentar do que, para poder alimentar? Amor. E do que se alimenta o amor? Da falta de amor. Perguntas vagas, boçais, o velho de bigode pardo atirando milho aos pombos. Calor detestável, “eu liguei duas vezes, duas é muito, não ligo mais, ele que morra!”. Observe bem, Magali: não há perdão, não há saída, não há sala de estar, o amor envelheceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora tem algum objeto metálico, senhora? Chaves, moedas, uma aliança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora mas que inferno! Uma aliança? Não tinha uma aliança, e daí? Não precisava de uma aliança, ora porra... Mas então por que, sendo Magali, sofrer como Neuma? Talvez não fosse Magali. Talvez fosse Neuma sofrendo em silêncio e sorrindo, feito Magali enforcada tomando sorvete. Então, num lapso, esquece quem é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não tenho nada – diz ao guarda Magali que, ainda sem saber quem é, empurra a porta giratória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinal de alerta acionado. Todos olham. Magali não repara se alguém olha, mas, é claro, mesmo não tendo visto, todos olham, isso é claro. Onde está o sujeito galante que irá sorrir sem jeito e oferecer ajuda? Alguém aceita salvar um caso perdido? Magali outra vez olhando para o céu, retirante recém-chegada. “Céu azul maldito, que estala poesia, céu azul de merda!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendia por Magali, andava como Rita, corava feito Clélia, sofria como Neuma. Esquecer o próprio nome. E tinha cabimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa algazarra quando o sino toca pela terceira vez. Magali sente-se elevada de alguma forma, mestre hindu em último grau, distante das ruínas de um destino decapitado. Colinas da Índia, desertos da Arábia, havia agora possantes Niágaras explodindo em algum lugar secreto dentro de algum lugar vazio no interior úmido de Magali, ou no caminho até Neuma. E como de um corpo tão pequeno poderia jorrar um oceano de mágoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu amigo, você acha que essa mulher assaltaria um banco? Olha só pra ela! – um grito no fim da fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria, sim, ter fechado as cortinas. As plantas são mais frágeis, apodrecem rápido. Não sabendo o que fazer, quem era e como prosseguir, sem saber que era de batismo Magali da Cruz Ferreira Neves, formada em direito e datilógrafa, mas como assim datilógrafa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhora, o sinal foi acionado cinco vezes. A senhora tem certeza de que não porta nada que possa porventura comprometer a senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora, senhora, senhora de alguém, mas senhora de quem? A dignidade derrete-se nos olhos da moça. Por um lampejo ela se lembra – Magali! – então tem uma visão anormal, um pouco embaçada, mítica, uma casa perturbadora, casa branca de janelas azuis, na frente uma caravela de ladrilhos, e sobre a casa uma estaca de ferro nua, sem adornos, dando à construção um aspecto de maçonaria. De repente uma frase: “fazer amor é uma forma de compensar a morte e alcançar a arte”. Um filme francês, certamente. Não esquecer de comprar incensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magali rola os olhos em vertigem e, quando olha outra vez para frente, com muitas mãos espalmadas nas suas costas, outras apalpando furtivamente suas nádegas, inclusive a sensação de um dedo gelado feito gilete perfurando-lhe as partes íntimas, então são mais gritos, ganidos, uma dona de casa grávida de joelhos, bate-boca, algazarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Invade porra! Tem ladrão aqui não! O povo é honesto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena final desconcertante. Uma senhora grisalha, vestida como se veste uma mulher sob influência, deixa cair sua caneta enquanto muitos pés massacram o carpete onde se lê o nome da empresa que abastece o mundo para matá-lo de fome. A grisalha então se agacha sobre os saltos ponta-de-agulha, quando Magali – agora Neuma – repara que ela usa um batom encarnado e tem estrias laterais na lombar descoberta por desleixo e solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um homem com os dois pés entre a caneta, um homem alto, moreno, de barba por fazer, do tipo mangas dobradas de camisa, tentando com o tronco manter a caneta intacta entre as pernas. A senhora grisalha, então, ao se agachar – e que belo rasgão na saia, senhora grisalha, que belas peças a senhora tem! – roça algumas vezes, no embalo dos empurrões e bolinaços, com o rosto na região pélvica do sujeito que permanece de pé, tentando se movimentar o mínimo, mas cedendo aos poucos com a brutalidade da invasão descontrolada. Magali a essa altura carregada pelos ombros, fantoche revirando os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe - sorri enigmática a senhora grisalha. - A caneta foi cair num lugar tão estanho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem apenas fecha as pernas, ambos com os peitos de encontro, os fartos peitos da senhora grisalha espalhando-se pelo peito duro do homem alto, os olhos fixos das lebres no cio. A senhora grisalha abre discretamente a braguilha do sujeito alto, que consente olhando para o relógio com um suspiro de tédio. Mas logo estão se beijando. Ela sobe como serpente, as unhas encarnadas, a boca encarnada. Lambem-se, bolinam-se. A senhora grisalha enlaça o tronco do rapaz com as pernas e eles saem da fila juntos, destinados a contas atrasadas e uma caneta perdida. E talvez fosse para sempre, talvez aquilo fosse mesmo o amor. Saindo da briga, pulando pela janela, abandonando a casa antes do incêndio. “Mas não o amor, o amor envelheceu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magali ainda tem tempo de ver como realmente é linda a paisagem, como todas as paisagens são lindas quando vistas pela última vez. Os barcos assim como de cerâmica. Como são elegantes as garças, mesmo comendo lixo e peixe podre. O dia morrendo diante dos seus olhos num tom violáceo, como os próprios olhos dela, Magali com cara de Neuma. E era ainda tão cedo – paisagem linda realmente – era muito cedo ainda, cedo demais para cair, como garça no lixo, como cerâmica, como peixe podre, com a cara esmagada no meio-fio do bairro da alta classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passa por cima! Pisa! Anda! A culpa é dela! – gritam fariseus milenares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do piche, os estilhaços absolvem a paisagem. Magali sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Marona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-5246518426260614507?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/5246518426260614507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=5246518426260614507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/5246518426260614507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/5246518426260614507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/07/magali-foi-ao-banco-pretende-entrar-no.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-8232657516572444101</id><published>2007-06-13T09:17:00.000-03:00</published><updated>2007-06-13T21:32:26.652-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“One day there is life. A man, for example, in the best of health, not even old, with no history of illness. Everything is as it was, as it will always be. He goes from one day to the next, minding his own business, dreaming only of the life that lies before him. And then, suddenly, it happens there is death. A man lets out a little sigh, he slumps down in his chair, and it is death. The suddenness of it leaves no room for thought, gives the mind no chance to seek out a word that might comfort it. We are left with nothing but death, the irreducible fact of our own mortality. Death after a long illness we can accept with resignation. Even accidental death we can ascribe to fate. But for a man to die of no apparent cause, for a man to die simply because he is a man, brings us so close to the invisible boundary between life and death that we no longer know which side we are on. Life becomes death, and it is as if this death has owned this life all along. Death without warning. Which is to say: life stops. And it can stop at any moment”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Auster, “The Invention of Solitude”, 1º parágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enviado por João.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-8232657516572444101?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/8232657516572444101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=8232657516572444101&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8232657516572444101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8232657516572444101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/06/one-day-there-is-life.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-8630709734985827164</id><published>2007-06-11T21:46:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T21:48:01.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“amor”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada câimbra&lt;br /&gt;em cada dedo&lt;br /&gt;aproxima meu desejo&lt;br /&gt;do teu hálito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;roupa nova&lt;br /&gt;velha estirpe&lt;br /&gt;somos todos&lt;br /&gt;trapos sujos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o encantamento&lt;br /&gt;pela falta de uso:&lt;br /&gt;sou aquilo&lt;br /&gt;que te deu errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em mim sol&lt;br /&gt;dia nublado,&lt;br /&gt;sempre a vez&lt;br /&gt;do bom amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saco de chispas&lt;br /&gt;hino de ossos,&lt;br /&gt;este é o nosso&lt;br /&gt;lugar sem rima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se tu viste&lt;br /&gt;com meu vício,&lt;br /&gt;quando te avisto&lt;br /&gt;veste-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;asmáticas&lt;br /&gt;cansam minhas narinas&lt;br /&gt;na busca do toque frágil&lt;br /&gt;do teu tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas sempre&lt;br /&gt;que te junto&lt;br /&gt;do chão frio&lt;br /&gt;e te anuncio&lt;br /&gt;em sangue,&lt;br /&gt;teu absurdo&lt;br /&gt;me desmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Marona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-8630709734985827164?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/8630709734985827164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=8630709734985827164&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8630709734985827164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8630709734985827164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/06/amor-cada-cimbra-em-cada-dedo-aproxima.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-1076286041212387774</id><published>2007-06-02T11:07:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T11:18:01.130-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Senti e não estranhei que o pão tão saboroso ao paladar saudável seja enjoativo ao paladar enfermo e que a luz agradável aos olhos que vêem bem seja desagradável aos doentes. E a vossa justiça é desagradável aos maus – o mesmo acontece com a víbora e os répteis, que foram criados bons e adequados à parte inferior da Criação, à qual os seres maus também pertencem -, sendo tão mais semelhantes quanto são diferentes de Vós. Do mesmo modo, os maus são tão mais semelhantes aos seres superiores quanto mais se tornam semelhantes a Vós. Indaguei sobre a maldade e não encontrei uma substância, mas sim a perversão da vontade afastada de Vós, o Ser Supremo, tendendo em direção às coisas inferiores, expelindo suas entranhas e inchando-se toda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Agostinho, Confissões, Cap. 16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enviado por João.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-1076286041212387774?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/1076286041212387774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=1076286041212387774&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/1076286041212387774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/1076286041212387774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/06/senti-e-no-estranhei-que-o-po-to.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-1728792091378519052</id><published>2007-06-02T10:50:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T10:53:05.279-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>karról v laván&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos teus olhos de vidro&lt;br /&gt;é a lágrima&lt;br /&gt;um eco&lt;br /&gt;ou chuva?&lt;br /&gt;te espanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um caco &lt;br /&gt;perdido&lt;br /&gt;de tua &lt;br /&gt;superfície?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se liquefaz &lt;br /&gt;escondido,&lt;br /&gt;quando visto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é tua alma um jardim&lt;br /&gt;de cristais pontiagudos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é teu olhar&lt;br /&gt;uma lâmina?&lt;br /&gt;ou &lt;br /&gt;só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos vitrais, vislumbres, lembranças&lt;br /&gt;és por dentro    &lt;br /&gt;e por fora&lt;br /&gt;mesma face vítrea&lt;br /&gt;que afasta e demora&lt;br /&gt;e esfria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Daniela Szwertszarf)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-1728792091378519052?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/1728792091378519052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=1728792091378519052&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/1728792091378519052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/1728792091378519052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/06/karrl-v-lavn-nos-teus-olhos-de-vidro.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-6352933382506134241</id><published>2007-05-28T22:00:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T22:01:49.677-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“ode ao onanista”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este esguicho branco-pardo&lt;br /&gt;de tantas tardes de sono&lt;br /&gt;quando as onças dormiam:&lt;br /&gt;jorrar convicto, lacrimoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esta gota encorpada&lt;br /&gt;que de nós escorre&lt;br /&gt;e também é bílis:&lt;br /&gt;massa do infinito,&lt;br /&gt;cheiro nauseabundo,&lt;br /&gt;gota pai, gota mãe,&lt;br /&gt;gota imperdoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de onde viemos tão tolos,&lt;br /&gt;gota mole, insubstancial?&lt;br /&gt;gota que, quando esgota,&lt;br /&gt;nos torna fósseis de nós.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;estribilho transparente&lt;br /&gt;- gota do não me apague.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enquanto de mim esguichares&lt;br /&gt;sem saber se és vida ou vício&lt;br /&gt;escutarei o silêncio cálido&lt;br /&gt;da tua motivação narcísea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Marona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-6352933382506134241?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/6352933382506134241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=6352933382506134241&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/6352933382506134241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/6352933382506134241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/05/ode-ao-onanista-este-esguicho-branco.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-8592728593127949520</id><published>2007-05-10T19:34:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T19:35:58.503-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sylvia Plath &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mirror&lt;/em&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;I am silver and exact. I have no preconceptions.&lt;br /&gt;Whatever I see, I swallow immediately.&lt;br /&gt;Just as it is, unmisted by love or dislike&lt;br /&gt;I am not cruel, only truthful –&lt;br /&gt;The eye of a little god, four-cornered.&lt;br /&gt;Most of the time I meditate on the opposite wall.&lt;br /&gt;It is pink, with speckles. I have looked at it so long&lt;br /&gt;I think it is a part of my heart. But it flickers.&lt;br /&gt;Faces and darkness separate us over and over.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Now I am a lake. A woman bends over me.&lt;br /&gt;Searching my reaches for what she really is.&lt;br /&gt;Then she turns to those liars, the candles or the moon.&lt;br /&gt;I see her back, and reflect it faithfully&lt;br /&gt;She rewards me with tears and an agitation of hands.&lt;br /&gt;I am important to her. She comes and goes.&lt;br /&gt;Each morning it is her face that replaces the darkness.&lt;br /&gt;In me she has drowned a young girl, and in me an old woman&lt;br /&gt;Rises toward her day after day, like a terrible fish.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviado por João.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-8592728593127949520?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/8592728593127949520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=8592728593127949520&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8592728593127949520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8592728593127949520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/05/sylvia-plath-mirror-i-am-silver-and.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-5611732904049642976</id><published>2007-04-30T17:31:00.000-03:00</published><updated>2007-04-30T17:34:20.463-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Medo do abandono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o problema sobrevém&lt;br /&gt;quando deixas de acreditar&lt;br /&gt;nas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então se vira, um bicho assola &lt;br /&gt;seu rosto, carcomendo pelo corpo &lt;br /&gt;as margens do homem&lt;br /&gt;- dispersa pelo ar suas fantasias vestidas de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer outra flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos ouvidos abstraem essa voz - busca&lt;br /&gt;o berro que sussurra no sol&lt;br /&gt;do &lt;br /&gt;despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embrutecer o nome da palavra&lt;br /&gt;Leva a Noite-de-Sonos-Intraqüilos – a distender o &lt;br /&gt;tempo numa cobra venenosa que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;erguida&lt;br /&gt;olhando-me&lt;br /&gt;estátua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enrosca-se na espiral desta decadência até o&lt;br /&gt;fundo-infindar da máscara soterrada no meu &lt;br /&gt;ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranca a minha pele&lt;br /&gt;indiferente à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela perde-se nos bosques onde só me encontro &lt;br /&gt;perdida. Aqui marco meus passos. Pegadas desta vida.&lt;br /&gt;Aqui invento este lugar nenhum. Me julgo a liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi liberta que levei-me a escrever o segundo poema&lt;br /&gt;de nome “arte pelo sufocamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz no fundo do abismo&lt;br /&gt;oscila&lt;br /&gt;não há saída pela porta &lt;br /&gt;de entrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensombrece à velocidade da indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando enfim cessar, &lt;br /&gt;Quando tudo parar de brilhar&lt;br /&gt;Quando teu dia tornar-se quatro&lt;br /&gt;Blocos desabando um sobre o outro&lt;br /&gt;O bloco escuro da noite sobre a tarde,&lt;br /&gt;Amarga, sobre a manhã, madrugada, este &lt;br /&gt;dégradé de esperança e morte, cinza, azul e amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E toda a nossa vida, girando&lt;br /&gt;torta, tudo vivo, cindido e feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O asco dói na saliva.&lt;br /&gt;O vôo vomita a entranha.&lt;br /&gt;Suportamos o insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ainda por cima, &lt;br /&gt;o mais horrível dos castigos está sempre à minha espera.&lt;br /&gt;Ama-me &lt;br /&gt;como ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(daniela szwertszarf)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-5611732904049642976?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/5611732904049642976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=5611732904049642976&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/5611732904049642976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/5611732904049642976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/medo-do-abandono-todo-o-problema.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-4052141053753759097</id><published>2007-04-26T22:30:00.000-03:00</published><updated>2007-04-26T22:32:42.467-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"aviso da balada do café triste".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dedicado à alma de Carson McCullers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o firme silêncio&lt;br /&gt;de uma carta&lt;br /&gt;sem paixão&lt;br /&gt;foi interrompido&lt;br /&gt;enquanto a moça&lt;br /&gt;embebedava&lt;br /&gt;palavras no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CATAPLOFT!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um livro pesado&lt;br /&gt;caiu no chão&lt;br /&gt;como para lembrar&lt;br /&gt;que há tanto perigo&lt;br /&gt;em palavras embriagadas&lt;br /&gt;quanto nas mentiras&lt;br /&gt;de uma carta sem paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Marona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-4052141053753759097?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/4052141053753759097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=4052141053753759097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/4052141053753759097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/4052141053753759097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/aviso-da-balada-do-caf-triste.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-2187459843918771717</id><published>2007-04-25T22:07:00.000-03:00</published><updated>2007-04-25T22:08:25.008-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uivo agudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontre a voz desta&lt;br /&gt;poesia&lt;br /&gt;submersa&lt;br /&gt;num nível de delicadeza&lt;br /&gt;insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violenta-se para fora atravessando cortinas&lt;br /&gt;de sangue endurecido até o circular desimpedido&lt;br /&gt;quando renasce o corpo todo no frescor do&lt;br /&gt;querer viver tudo novamente-novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela põe-se por baixo&lt;br /&gt;elevando&lt;br /&gt;o que não vem de si –&lt;br /&gt;ela se cratera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tufões de clareza.&lt;br /&gt;É súbito ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banham-na todos os amores&lt;br /&gt;findos.&lt;br /&gt;A ponta do dedo toca, anima,&lt;br /&gt;a mancha suspensa da lembrança.&lt;br /&gt;Ela dá-se toda,&lt;br /&gt;                       e depois deságua gélida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrenta-me em avalanche o rio das friezas consentidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reguei-me do que fui renegada.&lt;br /&gt;Nasceram, portanto,&lt;br /&gt;bolsas&lt;br /&gt;de carinho-extrapolar.&lt;br /&gt;Serão para sempre sementes.&lt;br /&gt;Árvores oníricas&lt;br /&gt;dilapidadas.&lt;br /&gt;Fim e início de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erram rastros sensações pelo corpo.&lt;br /&gt;Foi impreciso navegar no instante.&lt;br /&gt;O passado é um passar-passará&lt;br /&gt;brotando&lt;br /&gt;à luz da pele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo este finito intenso.&lt;br /&gt;Sentir tudo é o único refúgio&lt;br /&gt;que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(daniela szwertszarf)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-2187459843918771717?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/2187459843918771717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=2187459843918771717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/2187459843918771717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/2187459843918771717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/uivo-agudo-encontre-voz-desta-poesia.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-8097243336472560091</id><published>2007-04-21T11:04:00.001-03:00</published><updated>2007-04-21T11:11:45.721-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A hora da poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No esgotamento dos minutos em que caminho&lt;br /&gt;descompasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir não foi.&lt;br /&gt;Arritmo - me&lt;br /&gt;                    alinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(dispara sempre, coração)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas afogadas na flor.&lt;br /&gt;Nada é tempo.&lt;br /&gt;É vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gasto ruínas&lt;br /&gt;                que decaem&lt;br /&gt;                              orvalhadas, orvalhadas de sussurros&lt;br /&gt;Escavo o onde.&lt;br /&gt;Escavo convexos&lt;br /&gt;                        no externo&lt;br /&gt;do sentido.&lt;br /&gt;Recôncavos a desdizer,&lt;br /&gt;contradigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reverencio&lt;br /&gt;as pétalas&lt;br /&gt;enterradas&lt;br /&gt;no meu&lt;br /&gt;peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por elas imploro a morte, no casulo&lt;br /&gt;pesadelo, encontrá-las pétalas, onde todos toques faltam, uivam os espectros&lt;br /&gt;dos segredos&lt;br /&gt;a margem da lucidez é um delírio entrechocante de ondas&lt;br /&gt;revoltas&lt;br /&gt;temo ser esta sombria imensa&lt;br /&gt;Compacta,&lt;br /&gt;cercando detalhes de pequena luz, matando-os com meu cancro&lt;br /&gt;em descontrole, respingando&lt;br /&gt;vermes remoídos sobre&lt;br /&gt;o pouco&lt;br /&gt;que restava puro.&lt;br /&gt;Ser este erro crucial&lt;br /&gt;Que se anula, derrame hipnótico, me&lt;br /&gt;Maldiz, essa histeria desfigurada estraga todo o acabamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formal&lt;br /&gt;Em que tanto&lt;br /&gt;Me debatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botões de tempo esgotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratemo-nos&lt;br /&gt;como doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(calma, brinco um pouco,&lt;br /&gt;Brincadeiras de silêncio&lt;br /&gt;Nos arredores do caos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É macio retroceder na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebra-me&lt;br /&gt;Esta tensão de nos querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(daniela szwertszarf)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-8097243336472560091?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/8097243336472560091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=8097243336472560091&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8097243336472560091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8097243336472560091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/hora-da-poesia-no-esgotamento-dos.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-8689905400109066023</id><published>2007-04-20T10:36:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T10:37:32.810-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pássaro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Mesmo Mar&lt;/em&gt;, Amós Oz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nádia Danon. Pouco antes de morrer, um pássaro&lt;br /&gt;Num ramo de árvore a acordou.&lt;br /&gt;Às quatro da manhã, antes de clarear o dia, narimi&lt;br /&gt;Narimi, disse o pássaro. Acorda, acorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que serei eu depois que morrer? Um som, um aroma,&lt;br /&gt;Ou nada. Comecei uma toalhinha.&lt;br /&gt;Talvez ainda termine. O doutor Salatiel está otimista: o quadro é&lt;br /&gt;Estável, diz. Talvez o esquerdo&lt;br /&gt;Esteja um pouquinho menos bem. O direito está ótimo. As&lt;br /&gt;Radiografias são bem nítidas. A senhora pode ver: não se nota nenhuma&lt;br /&gt;ramificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às quatro da manhã, antes de o dia clarear, Nádia Danon&lt;br /&gt;Começa a recordar. Queijo de ovelha. Copo de vinho.&lt;br /&gt;Cacho de uvas. O cheiro da tarde lenta nas colinas de Creta,&lt;br /&gt;O gosto da água fria, o sussurro dos pinheiros, a sombra das&lt;br /&gt;Montanhas&lt;br /&gt;Cai sobre toda a planície, narimi&lt;br /&gt;Narimi, cantou o pássaro. Vou me sentar e bordar. Antes do&lt;br /&gt;amanhecer eu termino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enviado por João.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-8689905400109066023?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/8689905400109066023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=8689905400109066023&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8689905400109066023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/8689905400109066023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/pssaro.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-7282415691784939769</id><published>2007-04-18T21:40:00.000-03:00</published><updated>2007-04-18T21:41:44.583-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“fora daqui”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pais, urge que expulsem&lt;br /&gt;suas crianças de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma questão de amor e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escorracem seus sonhos monossilábicos,&lt;br /&gt;deixem-nas correr do próprio inverno,&lt;br /&gt;permitam que a morte as olhe de perto&lt;br /&gt;dia e noite com carrosséis sem música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só não as mate pelo amor de menos,&lt;br /&gt;que não foi possível no tempo apto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elas são fortes, suportarão, intactas&lt;br /&gt;em sua fonte firme de riqueza quebradiça,&lt;br /&gt;banhadas da própria dor no doce parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a primeira maldade fez do amor ato impuro,&lt;br /&gt;a segunda egoísmo e a terceira eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e todas as crianças sobrepujadas são santas,&lt;br /&gt;e todas as pudicas são escravos paralíticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixem-nas colher seus olhos híbridos&lt;br /&gt;no beco escuro aonde lobos espreitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixem-nas morrer por toda a vida –&lt;br /&gt;não minha ou sua – mas por inteiro,&lt;br /&gt;pois só há vida onde existe o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo Marona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-7282415691784939769?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/7282415691784939769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=7282415691784939769&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7282415691784939769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7282415691784939769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/fora-daqui-pais-urge-que-expulsem-suas.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-2047860449492446875</id><published>2007-04-18T15:14:00.001-03:00</published><updated>2007-04-18T15:14:47.981-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Magnânimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À flor da boca, a palavra&lt;br /&gt;É dura na demora.&lt;br /&gt;Pedra na garganta&lt;br /&gt;Que se esfarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fazes&lt;br /&gt;uma&lt;br /&gt;pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fundo deserto, emerge&lt;br /&gt;flama, chama meu nome (Dani, Dani)&lt;br /&gt;querendo-se, querendo-se&lt;br /&gt;Ela me lambe como tinta de caneta&lt;br /&gt;no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perdurar em ondas, no som&lt;br /&gt;da tua boca, teu sonho som de poesia&lt;br /&gt;da outra&lt;br /&gt;ela me redime&lt;br /&gt;(vôo de nudez e silêncio)&lt;br /&gt;porque muda&lt;br /&gt;nasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se tu me ouvires&lt;br /&gt;Nest’outra voz, neste pássaro veloz&lt;br /&gt;Que me canta, na ferida deste pulmão frouxo&lt;br /&gt;que me lembra, é que eu me emaranho como rede&lt;br /&gt;sobre o inalcançável-&lt;br /&gt;desejo-&lt;br /&gt;ausência-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque enfim me repele&lt;br /&gt;Sempre já estive calada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gosto da palavra&lt;br /&gt;é seco, é magro.&lt;br /&gt;Mais que uma sede,&lt;br /&gt;Mais que uma fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra é mais rala que o incorpóreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(daniela szwertszarf)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-2047860449492446875?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/2047860449492446875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=2047860449492446875&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/2047860449492446875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/2047860449492446875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/magnnimo-flor-da-boca-palavra-dura-na.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28150981.post-7295603533801067848</id><published>2007-04-13T22:04:00.000-03:00</published><updated>2007-04-13T22:06:23.994-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A CÂMARA CLARA – trecho parte 5 -&lt;br /&gt;ROLAND BARTHES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pode ocorrer que eu seja olhado sem que eu saiba, e disso eu ainda não posso falar, já que decidi tomar como guia a consciência de minha comoção. Mas com muita freqüência (realmente muita, em minha opinião) fui fotografado sabendo disso. Ora, a partir do momento que me sinto olhado pela objetiva, tudo muda: ponho-me a “posar”, fabrico-me instantaneamente um outro corpo, metamorfoseio-me antecipadamente em imagem. Essa transformação é ativa: sinto que a Fotografia cria meu corpo ou o mortifica, a seu bel-prazer (...). Posando diante a objetiva (quero dizer: sabendo que estou posando, ainda que fugidiamente), não me arrisco tanto (pelo menos por enquanto). Sem dúvida, é metaforicamente que faço minha existência depender do fotógrafo. Mas essa dependência em vão procura ser imaginária (e do mais puro Imaginário), eu a vivo na busca de uma filiação incerta: uma imagem – minha imagem – vai nascer: vão me fazer nascer de um indivíduo antipático ou de um “sujeito distinto”? Se eu pudesse “sair” sobre o papel como cobre uma tela clássica, dotado de um ar nobre, pensativo, inteligente, etc.! Em suma, se eu pudesse ser “pintado” (por Ticiano) ou “desenhado” (por Clouet)! No entanto, como o que eu gostaria que fosse captado é uma textura moral fina, e não uma mímica, e como a fotografia é pouco sutil, salvo nos grandes retratistas, não sei como, do interior, agir sobre minha pele. Decido “deixar flutuar” em meus lábios e em meus olhos um leve sorriso, que eu gostaria que fosse “indefinível”, no qual eu daria a ler, ao mesmo tempo que as qualidades de minha natureza, a consciência divertida que tenho de todo o cerimonial fotográfico: presto-me ao jogo social, poso, sei disso, quero que vocês saibam, mas esse suplemento de mensagem não deve alterar em nada (para dizer a verdade, quadratura do círculo) a essência preciosa de meu indivíduo: o que sou, fora de toda efígie. Eu queria, em suma, que minha imagem, móbil, sacudida entre mil fotos variáveis, ao sabor das situações, das idades, coincidisse sempre com meu “eu” (profundo, como é sabido); mas é o contrário que é preciso dizer: sou “eu” que não coincido jamais com minha imagem; pois é a imagem que é pesada, imóvel, obstinada (por isso a sociedade se apóia nela), e sou “eu” que sou leve, dividido, disperso e que, como um ludião, não fico no lugar, agitando-me em meu frasco: ah, se ao menos a Fotografia pudesse me dar um corpo neutro, anatômico, um corpo que nada signifique! Infelizmente, estou condenado pela Fotografia, que pensa agir bem, a ter sempre uma cara: meu corpo jamais encontra seu grau zero, ninguém o dá a ele (talvez apenas minha mãe? Pois não é a indiferença que retira o peso da imagem – nada como uma foto “objetiva”, do tipo “Photomaton”, para fazer de você um indivíduo condenado, vigiado pela polícia – é o amor, o amor extremo).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enviado por Dani Szwertszarf.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28150981-7295603533801067848?l=irmaospretti.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://irmaospretti.blogspot.com/feeds/7295603533801067848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28150981&amp;postID=7295603533801067848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7295603533801067848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28150981/posts/default/7295603533801067848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://irmaospretti.blogspot.com/2007/04/cmara-clara-trecho-parte-5-roland.html' title=''/><author><name>irmãos pretti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03236641404566466537</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='13300952308354373222'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>