Tinha que cortar, sim. Cortar o peito no meio, matar-abrir, tinha que
deixar a faca entrar. Junto com a faca entrava aquele sentimento doido-
doído. Fazendo logo carrossel. Já tinha aprendido, tinha mais era que
não saber, viver bem dentro lá do não saber, flutuando, de não deixar
ninguém dizer que isso, que aquilo, porque o nome da sua vida, não era
vida não, era lambarvorida, mesmo que ninguém nunca ouvisse, até que
alguns ouviam, chovem purpurinas no segredo das estrelas, de ninguém
nunca saber, elas só brilham.
(szwertszarf)
(szwertszarf)


4 Comments:
At 12:36 PM,
leonardo marona said…
beleza seria a palavra? não, a beleza é mais antiga... mas há uma antiguidade muito mal-compreendida nisso tudo dito feito estrelas diletantes que brilham no escuro de uma tarde vazia, e dizem que "sim, brilha sim, sim, brilha", como querendo recolher a pasta de sua própria luz extinta estendida no chão; ou de árvores decalcadas com corações partidos no século XII. precisa dizer que eu gosto muito? espero que...
At 2:34 PM,
Anônimo said…
brigada, leo. você gostar do que eu escrevo, e essa sinceridade, é como se, no vão da hora morta, a própria literatura gostasse de mim. e me deixasse sorrindo pequena. você sabe também que...
At 8:04 PM,
Anônimo said…
Danica
No que a faca entra, o dentro vira fora. E do lado de fora os outros tb podem ver o brilho que vc teima em esconder.
muitos beijos
At 3:12 AM,
Anônimo said…
nandinha, talvez você não conhecesse este espaço, e vai passar a conhecê-lo. tudo dá voltas aqui, como se tua loucura, de repente, todas.
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